>>>DIFERENÇAS ENTRE A IGREJA ANGLICANA E A IGREJA ROMANA<<<

ANGLICANOS E ROMANOS = SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS = REVDO PE.JOÃO AQUINO

Muitas pessoas me perguntam sobre as diferenças e semelhanças entre as igrejas Anglicanas e a Igreja Romana. Procurarei, de forma bem simples apresentar esta matéria de forma a esclarecer aos interessados.

Antes de mais nada, é importante registrar que há três temas a serem considerados aqui: a liturgia, a credenda e a agenda.

 

No que diz respeito à liturgia, as duas igrejas são muito parecidas. Os ritos sacramentais seguem basicamente a mesma ordem com raras exceções. O Ano litúrgico também é o mesmo, as cores das estolas também são as mesmas e mesmo as leituras dominicais coincidem em 90% das vezes.

 

Quanto à credenda, ou seja, àquilo que se acredita, a fé das duas igrejas é muito parecida. Ambas aceitam as resoluções produzidas pelos Concílios Ecumênicos, o que faz com que a doutrina seja basicamente a mesma, com muito poucas diferenças.

 

No que tange à agenda, ou seja, ao que se faz, no entanto, encontramos muitas diferenças; algumas delas significativas.

 

Em primeiro lugar, do ponto de vista administrativo as Igrejas Anglicanas são autônomas (autocéfalas) ao passo que a Igreja Romana é centralizada na Sé romana. Isto significa que enquanto cada igreja Anglicana pelo mundo pode tomar decisões próprias sobre sua administração sem ter que perguntar nada à Inglaterra, na igreja Romana, tudo passa pela cúria e pelo Papa. Ademais, no Anglicanismo o poder de decisão, tanto dentro da paróquia, quanto na diocese ou na Província, é distribuído entre leigos e clérigos; ao passo que, no Romanismo o poder é centralizado no padre, no bispo e no Papa.

 

Em outras palavras, o Anglicanismo é uma espécie de parlamentarismo constitucional ao passo que o Romanismo é uma monarquia absolutista.

Em segundo lugar, o Anglicanismo, diferentemente do Romanismo, não apenas permite que as pessoas se divorciem (em caso de problemas conjugais irreconciliáveis), como permite que elas comunguem e possam se casarem novamente. No Romanismo elas até podem assistir a liturgia da missa, mas se casarem novamente diante da lei (civilmente), estarão em adultério e, por isso, são excomungadas, ou seja, estão fora da comunhão eucarística.

 

Uma terceira diferença é que no Anglicanismo somos a favor do uso de todos os tipos de métodos contraceptivos para o planejamento familiar; ao passo que no Romanismo, o único recurso que o fiel dispõe é a conhecida “tabela”.

Uma quarta e marcante diferença entre as duas igrejas é que no Anglicanismo qualquer clérigo (Diácono, Padre ou Bispo) pode se casar. Na igreja Romana latina, somente o Diácono pode ser casado. Os Padres e, obviamente, os Bispos, são todos celibatários, ou seja, são proibidos de contrair o matrimônio.

Finalmente, como no Anglicanismo as igrejas são autocéfalas, surge uma outra grande diferença na questão das Ordens.

 

Há igrejas Anglicanas que só ordenam homens, outras que ordenam mulheres até o diaconato, outras que aceitam mulheres no presbiterato e outras que já ordenam mulheres até ao episcopado. Tudo dependerá de cada igreja individual. No Romanismo a mulher não pode, jamais, ser ordenada.

Mas, acredito que a principal diferença entre as duas igrejas é que enquanto a igreja de Roma é muito presa a aspectos canônicos, próprios do direito canônico romano, as Igrejas Anglicanas refletindo o "direito consuetudinário" são mais pastorais e abertas para dirimir as questões de uma forma mais pessoal e menos legalista.

 

Seria interessante registrar que em março de 1966, o Arcebispo Anglicano de Cantuária, Dr. Michael Ramsey, fez uma visita ao Papa Paulo VI, em Roma. Este evento ensejou a criação chamada ARCIC – Comissão Internacional Anglicana-Católico Romana. A comissão fixou três temas importantes a serem discutidos por teólogos das duas igrejas: a Eucaristia, o Ministério e a Ordenação. Na sua primeira fase (1970-1981), foram feitas uma série de reuniões sobre a Eucaristia, ordenação e ministério, e um documento final saiu em 1981. Em sua segunda fase (1983-2011), foram abordados temas como o da salvação, do magistério, da comunhão e o papel de Maria, mãe de Deus. Na terceira fase (2011- ) a ARCIC está discutindo sobre a Igreja como Comunhão  – Local e Universal e os ensinamentos éticos e jurídicos de ambas as famílias cristãs.

1. - Somos Católicos, mas NÃO Romanos e NÃO estamos sob a autoridade do Papa ou da Nunciatura Apostólica no Brasil, isto é, não estamos sob nenhum Bispo Romano. Estamos sob a autoridade do Patriarcado da Igreja Anglo Católica de Tallinn - Estônia na Europa. Registrada na Estônia sob o Cód. Nº 80345606.

 

2. - Nós seguimos algumas reformas do século XVI; A Bíblia, Tradição Sagrada e Razão. Para nós, o mais importante é a pessoa e não a Jurisdição Eclesiástica.

 

3. - O governo é diferente na Igreja Anglicana, sua Eclesiologia nos ensina a levar em conta a autoridade do Ministro leigo e do Sínodo. O bispo é o pastor, não o juiz.

 

4. - Nossa doutrina são “os credos” da Igreja primitiva. Nós não mudamos a religião, apenas mudamos a Igreja, pertencemos ao corpo da igreja de Cristo, isto é, somos diferentes, mas temos muitas coisas em comum. Em nossa Igreja como em todas as Igrejas Anglicanas o CELIBATO é opcional. Não é obrigatório. Assim como era na igreja primitiva.

 

5. - Temos nossa própria liturgia no “Livro de Oração Comum”, e a doutrina nos 39 Artigos de Fé. Não precisamos pedir nada emprestado a igreja nenhuma.

 

6. – Como IGREJA ANGLICANA nossa posição não é julgar e condenar ninguém. Deixemos isso nas mãos de Deus. Que ele cuide de cada pessoa. E que aprendamos a resolver nossos próprios problemas.

 

7. - Concentremo-nos em viver plenamente a espiritualidade, a teologia e a liturgia da Igreja Anglicana. Aproveitemos o que temos e o que Deus nos dá. Aprendamos a nossa própria doutrina.

 

8. - Contamos com o apoio da Igreja Anglo Católica, localizada em Tallinn, Estônia. Sob Autoridade do Patriarca, Sua Beatitude Reverendíssimo Dr. Heigo Ritsbek, M.A., M.Div., D.Min, Litt.D., D.D. O romanismo e o anglicanismo não são os mesmos, e devemos esclarecer ao nosso povo e as pessoas com quem trabalhamos. 

 

9. - O título católico é porque “a origem universal do cristianismo” é representada e daí surge a igreja. Se ficarmos dentro do perfil anglicano, não teremos problemas. Nunca devemos nos passar por padres romanos. Porque não o somos, SOMOS PADRES ANGLICANOS. O anglicanismo é católico por causa de sua historicidade, não porque sua expressão de fé é semelhante.

 

10. - Atualmente temos intercomunhão de cooperação fraterna com a Igreja Católica Anglicana do Peru, representada por sua excelência + Dom Jésus Manoel Méjia Quiroz, Bispo Presidente da ICAP localizada na Cidade de Lima no Peru.

+ Dom José Fernando de Faria, IACES

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