Aconselhamento

Vivemos num mundo de exclusão. Pessoas se vêem separadas e distantes umas das outras sem mesmo saber o porquê. Na compreensão cristã o pecado é o afastamento de Deus e dos irmãos/irmãs. Há um rito sacramental na Igreja que busca a reconciliação, possibilitando a cada pessoa um retorno, um reencontro consigo mesma, com as outras pessoas e com Deus. Trata-se do sacramento da Confissão ou mais modernamente, a Reconciliação de um Penitente.

Perdoar e ser perdoado

A experiência de partilhar os problemas, as angústias e os erros na comunidade cristã é muito antiga. A própria Escritura exorta as pessoas cristãs à confissão mútua e a solidariedade irrestrita (“confessai-vos mutuamente” e “carregai os fardos uns dos outros”). O pecado caracteriza-se pela experiência do afastamento de Deus e daqueles que nos cercam. A liturgia da Igreja afirma na fórmula da confissão comunitária que “...os pecados que temos cometido por pensamentos, palavras, obras e omissões, contra ti, contra o nosso próximo e contra nós mesmos...”. Isso significa que o pecado tem conseqüências pessoais e sociais, pois rompemos com Deus e com as pessoas, além da “ferida” que causamos em nós mesmos.

A intenção da reconciliação é restaurar a comunhão perdida, trazer de volta a pessoa ao seio da comunidade, com a dignidade recuperada e experimentando o perdão. Na prática pastoral da Igreja, a confissão auricular (literalmente, ao ouvido) sempre foi realizada diante de um ministro da Igreja, geralmente um presbítero.

A Reconciliação em Cristo

O caráter sacramental é marcado pelo processo de arrependimento, confissão e absolvição. A declaração de absolvição pelo ministro é o gesto sacramental da reconciliação da pessoa penitente. Este rito sacramental da Igreja não é um julgamento nem mera punição, mas acolhida, perdão e restauração.

Na fórmula anglicana deste rito o(a) presbítero(a), ao final num sinal de fraternidade solidária, despede o penitente em paz e pede que este ore por ele, presbítero, também um pecador.

Não há um local específico ou especial, embora realizar este rito sacramental junto ao altar de Deus seja bastante significativo, mas o mais importante é que o sacerdote lembre-se de que ele é, acima de tudo, um sinal do amor reconciliador de Deus para com a pessoa penitente.

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+ DOM JOSE FERNANDO DE FARIA

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